 
Se algum dia sonhei com este amor, Fui injusto com minha vida; me iludi; Me perdi sem saber que lábios falam sem pensar; Sabia desde o inicio que não seria possível. Se os poemas que li e escrevi fossem alcançar teu coração, Então seriamos felizes; Mas não, sua mão não procurou minha mão. Fugiu de mim na noite, Quis apanhar nuvens e trouxe revoltas. Possuo um sentimento atraente de tudo, É um mundo inconfundível somente para quem entende como eu, Deslizes são páginas viradas; São encontros realizados numa estrada, Perto de casa, perto de mim, nas minhas asas. O amor contemporâneo era mais possível, Mas hoje cercado de credos e medos, Vivo solenemente perdurando apenas; Querendo substituir quem não se pode. Vou terminar sozinho? Talvez não. Há quem lamente, mas me encontre; Aqueles contos que li eram entretanto magias da vida; Algo que senti por você na hora que mansamente me tocou. Pra você nunca foi amor. Quem procuras? Este moço deprimido sonhando um dia com esse enfermo amor? Nada será diferente daquilo que se passa dentro da gente; Te amei naquela hora de prazer; Te amo agora sem poder te ter. E se nada muda, Nada encontro, E se nada acontece porque existe uma escada que também desce; Eu vou pular, É pensamento de quem esquece, De quem padece por quem não merece. Quando a vida perde a rima, Quando o sonho aumenta e depois some, É por decepção, É por lamento, Descrevo o aumento do crime, da fome e do esquecimento do amor poético. Não se aflija agora, É cedo e você sabe onde seu amor mora; A distância é a mesma, Na mesma distância duas pessoas choram; E nenhuma delas assume quem é você e quem sou eu. Quem procuras? A noite e a nostalgia de uma esquina vazia? Ou prefere me ver em casa, Com o ramalhete a te esperar; Vida e flores para lhe entregar. Um dia, talvez quem sabe o tempo; Você assuma me querer, Porque sabe que nunca foi proibido amar. Paulo Zamora 
Recebi da Amiga Dulcinéia 
Obrigada amigo André 
Escrito por Timel às 21h18
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